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A Ordem

Eng. Manuel Monteiro

Bélgica - Bruxelas







Eng. Manuel do Carmo Guimarães Monteiro

Bruxelas, Bélgica



Introdução e Aspetos Gerais
  • O aprofundamento das relações institucionais da Ordem dos Engenheiros com a FEANI e outra instituições internacionais congéneres é da maior importância para o reconhecimento, visibilidade e apoio fora de Portugal a todos os engenheiros com atividade profissional no estrangeiro. Deste modo este esforço da Ordem deve continuar e ser reforçado;
  • Por outro lado, é importante e vantajoso que o engenheiro a trabalhar no estrangeiro esteja em contacto com associações profissionais locais relevantes;

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  • Além de ser Membro da Ordem dos Engenheiros e da IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), durante a minha estada noutros países contactei e participei em atividades das secções locais da IEEE (em Inglaterra e no Benelux que inclui a Bélgica). Deste modo, além de me manter atualizado nas minhas áreas de interesse ajudou a minha rede local de contactos profissionais;
  • A afiliação em sindicatos locais ligados à minha atividade profissional também me permitiu ser esclarecido sobre direitos e obrigações assim como obter apoio de proteção jurídica quando necessário;
  • Por exemplo, a transferência dos direitos de reforma/pensão adquiridos dentro da UE de um país para outro é por vezes possível dentro de certas condições. Quando existam protocolos entre países que permitam tal transferência de direitos, deve ser feita uma analise caso a caso na base de possíveis vantagens e custos associados;
  • Deve-se estudar igualmente o sistema de saúde do pais para onde se vai viver assim como seguros de saúde associados por vezes no contrato de trabalho. Se necessário fazerem-se seguros complementares;
  • No caso de nos deslocarmos com a Família tem de se estudar as opções para as necessidades do agregado familiar em termos de alojamento, escolas e atividades associadas. Em alguns países há escolas internacionais que facilitam a mobilidade (Alliance Française, Escola Inglesa ou outras que permitam o uso de uma língua internacional franca no ensino);
  • Prever a preparação e aperfeiçoamento da competência linguística para as atividades profissionais assim como para facilitar a integração na sociedade do país onde se vive. Além do esforço pessoal deve-se usufruir das facilidades oferecidas pelas entidades empregadoras assim como autoridades locais que fornecem cursos de formação da língua local adaptado às necessidades dos recém-chegados;
  • A participação em atividades das associações locais recreativas e culturais é essencial para ajudar a integração social assim como contactos informais que podem facilitar a atividade profissional;
  • É muito importante a inscrição no Consulado de Portugal no Pais onde se vai viver para se ter além do apoio consular o acesso a serviços notariais e da administração publica Portuguesa com reconhecimento do Pais de acolhimento.
Habilitações Académicas
  • Pos-graduação em Gestão, Business e Administração, pela Ecole de Solvay, Université Libre de Bruxelles, Bélgica, em 1995;
  • Mestrado em Telecomunicações e Computadores, pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, Portugal, em 1985;
  • Licenciatura em Engenharia Eletrotecnia, no ramo de Automação e Controlo, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal, em 1977.

A minha experiência no estrangeiro

A minha experiência profissional no estrangeiro teve duas partes.

Uma primeira parte foi em Bangor, no Reino Unido em 1986-1988 (North Wales University) como investigador cientifico na área das comunicações óticas avançadas.

O Departamento de telecomunicações e informática da Engineering School da Universidade de North Wales além do ensino com a formação de engenheiros nos vários graus académicos (bacharel, mestrado e doutoramento) tinha uma componente de investigação e desenvolvimento tecnológico em associação com a indústria inglesa e multinacionais do sector.

As funções desempenhadas no periodo 1986-1988 como Investigador Cientifico no grupo de comunicações óticas eram principalmente na pesquisa e desenvolvimento de algoritmos para simular sistemas óticos avançados por deteção ótica coerente. Esta pesquisa, incluía a validação por cruzamento de referencias de experiências laboratoriais nesta área assim como otimização de sistemas de comunicação pelo uso de códigos de transmissão de informação do tipo PSK. Otimização de códigos foi estendida a varias aplicações como por exemplo a leitura ótica de CD-ROM.

Outro tipo de tarefas estavam associadas ao apoio ao laboratório do grupo que incluía a aquisição de equipamento e preparar demonstradores / experiências a serem utilizados em aulas praticas de vários cursos de engenharia onde fui monitor.


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North Wales University, Bangor


A segunda parte da minha experiência profissional foi em Bruxelas (Comissão Europeia) no período 1989-2012 como funcionário no quadro superior e dirigente na Direção Geral da Sociedade da Informação, incluindo as TICs (tecnologias de informação e comunicação) nas vertentes de programas para o desenvolvimento tecnológico, regulamentação e políticas do sector.

A Direção Geral da Sociedade da Informação, na Comissão Europeia tem a seu cargo a preparação de iniciativas políticas, legislativas, de regulamentação assim como programas quadros para apoiar a pesquisa e inovação no desenvolvimento tecnológico das telecomunicações, informática, incluindo novas aplicações e serviços das TICs.

No período de 1989-2012, as minhas funções foram inicialmente como Funcionário Cientifico na gestão de programa de apoio à investigação fundamental na área das telecomunicação e informática, tendo sido responsável pelo acompanhamento de vários projetos de desenvolvimento tecnológico, incluindo a cooperação europeia nas comunicações móveis, por satélite e fibras óticas. Nesta fase participou na abertura política à cooperação cientifica da UE com a Europa de Leste na altura incluindo a Rússia.



Conferência, Paris 2002
EC Med 20 Anos

Como Funcionário Superior, depois como Chefe de Sector e, mais tarde, Adjunto de Chefe de Unidade, estive envolvido em vários Departamentos para o lançamento e acompanhamento de diversos programas multi-anuais de apoio ao desenvolvimento de tecnologia em áreas tais como as TICs para apoiar o idoso e deficiente, garantir o crescimento sustentável através do uso eficaz de energia e gestão de recursos hídricos. Ultimamente, estive envolvido no desenvolvimento de plataformas experimentais da Internet do futuro. Estas tarefas incluíam a gestão e motivação de equipas de especialistas na preparação de brainstorming, roadmaps e documentos de discussão como base para decisões políticas nestes sectores.
  • Análise de impacto das iniciativas europeias e seguimento de estudos assim como de projetos de I&D Europeus, que em muitos casos colaboram com parceiros fora da Europa como por exemplo nos EUA, Canadá, Japão e Brasil.
  • Seguir o processo administrativo e contratual do financiamento a consórcios europeus constituídos por Universidades, indústria e PMEs. Nesta tarefa alem de coordenar painéis de peritos para selecionar novos projetos a serem financiados tem se ativar os mecanismos de controlo e acompanhamento dos trabalhos de cada projeto financiado para verificar o progresso de trabalho e resultados ao longo do período de financiamento.
  • Em termos de iniciativas políticas, além do apoio técnico a várias iniciativas e posições da Comissão Europeia na área das telecomunicações e informática, em particular, estive envolvido na preparação do conjunto de recomendações adotadas pelo Conselho e Parlamento Europeu para melhorar a acessibilidade dos deficientes aos sites web públicos.
EC Conferences
ICT Proposers' Day 2012 »»»
Workshop on Brazil-EU cooperation in ICT Research and Development, 2012 »»»



Experiência quanto ao processo de recrutamento para o estrangeiro


O recrutamento para o trabalho como investigador na Universidade de North Wales teve a origem no meu investimento pessoal de passar naquela altura as minhas férias anuais da Portugal Telecom trabalhar na Universidade Essex (UK), onde, além de ter desenvolvido a minha tese de Mestrado com o Supervisor, fui voluntário na preparação de um curso de Verão na área das comunicações óticas com a IEE (Associação Britânica de Engenharia Eletrotecnia). Deste modo, obtive a visibilidade que permitiu ter tido a oferta de uma bolsa da indústria Inglesa para fazer investigação na área das comunicações óticas pelo período de dois anos. Nessa altura tive uma licença sem vencimento da Portugal Telecom que permitia poder regressar à empresa Portuguesa após a experiência no estrangeiro. O processo de recrutamento foi muito formal pois incluía uma Instituição Pública Inglesa (Universidade), associada a um protocolo com a industria. Entretanto, os documentos emitidos pelas autoridades Portuguesas, como por exemplo, as Universidades Portuguesas foram reconhecidos facilmente.

O recrutamento para a Comissão Europeia passou por um concurso público que incluiu a submissão de CV e documentos. Após uma pre-seleção tive entrevistas e mais tarde provas escritas seguidas de uma série de entrevistas específicas para cobrir conhecimentos gerais sobre a UE e o sector das telecomunicações, conhecimentos técnico-científicos assim como demonstrar capacidades de análise, síntese e gestão de projetos/equipas. O processo foi longo, exigente em ambiente multicultural onde se tinha de usar pelo menos 2-3 línguas, além da língua materna. Foi importante ter-me preparado para o tópico de cada fase/entrevista.

Seria conveniente que a Ordem de Engenheiros associada a outras instituições, como por exemplo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e/ou Universidades estimulasse a organização de seminários de formação para candidatos a carreiras em organismos internacionais como a Comissão Europeia.

Em ambos os recrutamentos foi importante demonstrar a experiência/capacidade de trabalhar em ambiente internacional, usando línguas estrangeiras além da língua materna e, em particular, ter boa comunicação oral e escrita em língua inglesa. Ter publicações em revistas profissionais reconhecidas assim como em conferências é uma boa ajuda que facilita o recrutamento.


Informações úteis sobre o reconhecimento da profissão e estabelecimento no estrangeiro

Tanto nas Universidades do Reino Unido como na Comissão Europeia, em Bruxelas, os diplomas Universitários e associados certificados originais de Universidades Portuguesas foram reconhecidos para exercer a profissão de Engenharia.

Deve-se verificar sempre se os diplomas e certificados originais devem ser acompanhados de uma tradução ajuramentada, devidamente certificada pelos Serviços Consulares no pais para onde se vai trabalhar. Essa tradução tem de ser feita por um tradutor que esteja registado no Consulado Português.

Indicar no CV quais as associações profissionais em que se está afiliado, assim como o grau e outros eventuais referencias.


Criação de uma Rede Internacional de Engenheiros Portugueses


Além das redes sociais de índole profissional, como por exemplo, o Linkedin, onde poderia incluir colegas em redes locais de profissionais estou disponível para participar na criação de uma rede internacional de Engenheiros Portugueses.

No portal da OE poderia ser criado o acesso a dois espaços. Um ser público e aberto a todos os Membros com informação de índole geral com eventual acesso a links de interesse público (incluindo notícias relevantes). Eventualmente tal espaço poderia ter um ou vários mecenas de empresas de recrutamento que, além da sua publicidade, permitiriam contactos com potenciais candidatos. A existência de um blog interativo associado com este espaço público permitiria também o diálogo e esclarecimento entre colegas, assim como a partilha de experiências. Poderia eventualmente ser mantida uma área reservada de acesso para apoio individual com consultor jurídico.


Contactos importantes na internacionalização no País


Estou disponível para contactos na internacionalização do país, assim como no apoio a colegas que procurem contactos na minha área


Vantagens e desvantagens relativas ao País onde vivi


Nas Universidades Inglesas há um ambiente internacional que é estimulante pelos contactos e desafios. O espírito pragmático britânico aumenta a eficiência do que se está a fazer dentro dos prazos e acolhe bem a iniciativa individual. O respeito dos horarios e datas é uma "obrigação" como nos outros países do Norte pelo que prever chegar aos encontros com alguma antecedência de modo a se compensar algum imprevisto é uma boa estratégia. No caso de algum problema avisar sempre.

Porém o contacto nem sempre seja fácil até se conhecer e vencer a barreira do formalismo e "das apresentações", uma boa maneira de ultrapassar é participar em atividades informais com colegas, aumentando a rede de conhecidos. Perante a chuva persistente de dias cinzentos ao longo do ano tem de se arranjar bom equipamento de botas e agasalho de modo a passear e descobrir o pais. Há varias associações e publicações que permitem conhecer melhor o País e fazer contactos.

Bruxelas, é um centro cosmopolita que inclui uma comunidade de Portugueses razoável, apesar de pequena em relação a outros países. Tem por isso e pela população local um ambiente muito acolhedor para estrangeiros. Para se trabalhar num ambiente internacional tem de se ter abertura de espírito para os aspetos multiculturais. Usando os serviços de apoio das Instituições Europeias e das "Commune" (equivalente às freguesias) pode-se integrar melhor na sociedade local.

Há também associações e e iniciativas culturais assim como recreativas que permitem a aproximação informal com colegas e população local. Deve-se evitar a situação de gueto ou de se viver isolado e ter sempre um plano B para o caso da chuva impossibilitar atividades ao ar livre.

A burocracia da Administração Pública Belga é pesada e complicada em termos de procedimentos e línguas (há 3 línguas oficiais: Francês, Flamengo e Alemão). Se não se tiver apoio de um organismo associado ao empregador, o melhor é armar-se de muita paciência e tentar informar-se com antecedência dos passos a dar.

Manuel do C. G. Monteiro

E-mail: manuel.carmo.monteiro@gmail.com
Resumo de CV de Manuel do Carmo Guimarães Monteiro »»»
Lista de publicações profissionais de Manuel do Carmo Guimarães Monteiro »»»


Sites Web
Future Internet Research Experimentation (FIRE)

http://cordis.europa.eu/fp7/ict/fire/home_en.html
http://www.ict-fire.eu/
Cooperação EU-Brasil em I&D na area das TICs
http://webcast.ec.europa.eu/eutvadmin/preview/preview_conference?viewConference=17147&portal.id=1
http://webcast.ec.europa.eu/eutv/portal/ism/_v_fl_300_en/player/index_player_en.html?id=14964&pId=14963
http://cordis.europa.eu/fp7/ict/fire/events/2012-fia-aalborg/presentations-binder.pdf










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