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A Ordem

Mensagem do Bastonário

Caras e Caros Colegas,

Após dois mandatos em que presidi ao Conselho Diretivo da Região Sul, fui recentemente eleito Bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE) para o triénio 2016/2019, desafio que assumo na convicção de que poderei continuar a servir com o mesmo empenho, proximidade, dinamismo e modernidade a profissão e esta Associação Profissional e acreditando que é possível, conjuntamente, alterar e melhorar o seu desempenho.

Por outro lado, toda a equipa que, a nível nacional e regional agora nos acompanha, reforça, no seu conjunto, uma solução de futuro, válida e sólida para os interesses dos engenheiros e para a nossa profissão, mas que, sobretudo, é responsável e merecedora de confiança, pelo que a governação da Ordem, quer a nível do Conselho Diretivo Nacional, quer regional, será certamente marcada pela coesão e identidade de princípios que estiveram subjacentes a este projeto comum.

Recordo-vos que o início deste mandato, no ano em que a OE comemora 80 anos, é marcado pela entrada em vigor de um novo Estatuto e pela necessidade de serem revistos todos os regulamentos conexos, que agora requerem a devida adequação, a maior parte dos quais também carece de homologação da Tutela política a que agora estamos sujeitos.

O facto de o novo Estatuto ter reconhecido dimensão regional aos Açores e Madeira, equiparando-as a Regiões, veio espelhar a realidade nacional, agora plasmada na composição do Conselho Diretivo Nacional, o que só nos enriquece.

Sabemos bem os desafios que nos esperam e, mais importante, os novos caminhos que, em conjunto, teremos de saber encontrar, sobretudo quando pretendemos estar a caminho de uma nova Ordem, voltada para a profissão e para o futuro, cientes de que os resultados alcançados serão sempre o somatório dos esforços individuais, quer dos Membros eleitos para os diversos órgãos, quer dos nossos associados.

O conhecimento adquirido com uma postura de permanente proximidade e contacto com os Membros permitem que hoje tenhamos uma visão e ambição diferentes para a OE, permitindo-nos acreditar que temos novas ideias e pontos de vista para o que deverá ser um novo percurso focado na profissão, nos jovens e no futuro da Engenharia.

Teremos, assim, de ter capacidade para mudar e modernizar, saber ouvir e dignificar os engenheiros e os estudantes, chamando-os a participar e a debater a vida da nossa Associação Profissional, envolvendo, de igual modo, as Universidades e os Institutos Politécnicos na vida da OE.

Estamos hoje confrontados com novos paradigmas da profissão, onde se destacam a alteração do quadro do ensino de Engenharia (Bolonha), posições adversas à regulação das profissões, o desemprego e a falta de emprego digno e adequadamente remunerado, assim como as questões da internacionalização, da expatriação e da emigração, aspetos que continuarão a merecer a nossa melhor atenção.

As questões relacionadas com a internacionalização da economia nacional, em especial nas áreas da Engenharia, também serão prioritárias, muito embora, por razões históricas ligadas a um passado comum e a um futuro necessariamente partilhado, possamos dar uma compreensível primazia à excelência do relacionamento no contexto da lusofonia.

Como no passado, iremos defender intransigentemente os desígnios estatutários da Ordem dos Engenheiros, onde alvitram os interesses profissionais dos nossos Membros e o serviço público que asseguramos, delegado pelo Estado, ou seja, a regulação da profissão, bem como a valorização e a defesa do prestígio da Engenharia e do seu ensino, respeitando e honrando o peso de quase 80 anos de história da nossa Associação Profissional, e continuando a pugnar pelo respeito e pelo reconhecimento público que devemos merecer.

Temos a perfeita e exata noção do papel dos engenheiros no quotidiano do País e da sua importância para a economia nacional e para os órgãos e instituições do setor público, aspetos cuja perceção sentimos ser reduzida e para os quais teremos de despertar e alertar a Sociedade, o que tentaremos contrariar procurando dar maior visibilidade à nossa profissão e à nossa Ordem.

Estamos cientes que a integração de novos Membros e a entrada de jovens na nossa vida associativa é crucial para o nosso futuro e para uma maior dinâmica da OE, pela modernidade e pelas novas ideias e visões que poderão aportar.

Também é certo que a proximidade e a compreensão do poder político facilitarão a nossa tarefa, sobretudo quando nos posicionamos com total e permanente disponibilidade para podermos ajudar o País e apoiar os governos de Portugal a encontrarem as melhores soluções.

É esta a postura de uma instituição de prestígio que agrega profissionais imprescindíveis, competentes e capazes, preocupados com as melhores soluções técnicas e sustentáveis. Mas, sobretudo, com a postura que assumimos enquanto Ordem atenta e direcionada para os problemas e dificuldades da profissão e das empresas onde os engenheiros criam emprego e riqueza.

No essencial, seremos uma Ordem moderna, apelativa e liderante, onde os nossos Membros se revejam e participem ativamente.

Com a habitual estima e contando com o Vosso apoio,
Carlos Mineiro Aires


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