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Ordem distingue 12 casos de sucesso da engenharia portuguesa nos seus 80 anos



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Comunicado

Ordem distingue 12 casos de sucesso da engenharia portuguesa nos seus 80 anos

452016
29 de novembro de 2016


Ordem distingue 12 casos de sucesso
da engenharia portuguesa nos seus 80 anos


Por ocasião das comemorações dos seus 80 anos, a Ordem dos Engenheiros distinguiu os 12 casos mais emblemáticos da Engenharia das últimas oito décadas, um por cada uma das 12 especialidades de Engenharia estruturadas na Ordem (ver documento em anexo).

Os Troféus OE | 80 Anos foram entregues em cerimónia que decorreu no Convento do Beato na noite de 26 de novembro, a qual contou com a presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

Os vencedores dos Troféus OE | 80 anos são: Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (na especialidade de Engenharia Civil); Sistema Elétrico Nacional (Produção, Transporte e Distribuição de Eletricidade) (Engenharia Eletrotécnica); Grupo FREZITE (Engenharia Mecânica); Projeto Centenário das Minas da Panasqueira (Engenharia Geológica e de Minas); Reconversão do Complexo Industrial de Estarreja (Engenharia Química e Biológica); Empresa NELO (Engenharia Naval); Projeto Extensão da Plataforma Continental Portuguesa (Engenharia Geográfica); Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (Engenharia Agronómica); Projeto A Investigação do Eucalipto (Engenharia Florestal); Grupo IberoMoldes e a sua associada Iber Oleff (Engenharia de Materiais); Primavera Software Solutions (Engenharia Informática); Projeto WONE (Water Optimization for Network Efficiency) da EPAL (Engenharia do Ambiente).

Para além dos governantes portugueses referidos, as comemorações dos 80 anos da Ordem dos Engenheiros contaram, nos seus diferentes momentos, com a adesão dos representantes máximos da Engenharia de 12 países.
Desses momentos, destaque para a Sessão Solene do Dia Nacional do Engenheiro, cuja sessão de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, e que ocorreu na tarde de 26 de novembro, na Estufa Fria, durante a qual foi assinado o protocolo de criação da Federação das Associações dos Engenheiros de Língua Portuguesa que, espalhadas por todo o mundo, poderão, a partir de agora, falar a uma única voz.


Nesta Sessão, a Ordem dos Engenheiros distinguiu ainda personalidades e organizações nacionais e estrangeiras, tendo entregue o seu mais alto galardão, a Medalha de Ouro, a Luís Mira Amaral e, pela primeira vez na sua história, à representante de uma instituição internacional: Diana Maria Espinosa Bula, Presidente da Sociedade Colombiana de Engenheiros.

Das distinções que marcaram as cerimónias, sublinha-se, igualmente, a proclamação da Academia Militar e do CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia do Brasil como membros honorários da Ordem dos Engenheiros. A categoria de membro honorário foi entregue à Academia Militar pela "contribuição desta Instituição de ensino superior para a dignificação e prestígio do ensino e da profissão de Engenheiro e, ainda, pelo relevante facto de todos os alunos e oficiais da Arma de Engenharia serem membros da Ordem dos Engenheiros”.
Já o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), do Brasil, foi distinguido como membro honorário da Ordem dos Engenheiros de Portugal em resultado da "atividade desenvolvida em prol da cooperação e da mobilidade recíproca e plena entre os Engenheiros de Portugal e do Brasil, contribuindo, assim, para a dignificação e prestígio da profissão de Engenheiro e para o reforço dos já estreitos laços de amizade existentes entre as duas associações profissionais.”

Durante as cerimónias de comemoração dos 80 anos da Ordem dos Engenheiros, o Bastonário, Carlos Mineiro Aires, sublinhou o percurso de internacionalização que a associação que lidera está a concretizar, ultrapassando largamente os esforços do Estado português.
"A Ordem dos Engenheiros será certamente a associação profissional portuguesa mais empenhada e que mais acordos internacionais tem conseguido celebrar, tendo em vista a mobilidade e o exercício profissional noutros países, sempre numa base da reciprocidade”, esclareceu o Bastonário, adiantando ser uma evidência que "a nossa Ordem consegue tratar destes assuntos com muito maior eficiência e fluidez do que o Estado é capaz de o fazer, e disso temos provas dadas, pois as partes habitualmente compreendem muito melhor e sabem quais as soluções comuns que devem ser encontradas para problemas comuns, dentro da solidária universalidade da profissão de engenheiro.”

Mineiro Aires referiu-se ainda à situação atual das obras públicas em Portugal, que o preocupa, demonstrando-se expectante relativamente à possibilidade de realização dos planos previstos no Portugal 2020, sobretudo porque nos encontramos em finais de 2016.
"O mercado das obras públicas não mostra quaisquer sinais vitais, muito embora existam planos e significativos investimentos para cumprir num prazo que cada vez se torna mais exíguo”, salientou.

Na sua intervenção, o Bastonário destacou também o papel determinante que a Engenharia desempenha no país, recomendando ao Governo que ouça e consulte os profissionais desta área e que ouça a Ordem. "Continuamos a granjear o respeito institucional e da sociedade, o que é o nosso principal ativo, muito embora entendamos que deveríamos merecer uma maior atenção por parte do poder político, pois tal seria recomendável, face à nossa postura assumidamente não corporativa e sempre disponível.
Recomendamos, por isso, que, nesta linha, legislação com impacto na profissão e investimentos públicos com impactos significativos, diretos ou indiretos, na economia, sejam criteriosamente avaliados, tanto mais que o atual Governo criou alguma expetativa quando no seu Programa manifestou a intenção de reativar o Conselho Superior de Obras Públicas, embora numa versão low cost, suportada em instituições existentes, o que aplaudimos, mas continuamos a aguardar”.

Em anexo: lista de vencedores dos Troféus OE | 80 anos


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