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O Betão Pronto e o fim das cinzas volantes – Mais um desafio para a construção

04 de Dezembro de 2019 |


Decorreu no dia 19 de novembro uma sessão de esclarecimento, organizada pela APEB e pelo Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Civil, sob o tema " O fim das cinzas volantes e os desafios impostos à industria da construção".
Que desafios traz o encerramento das centrais termoelétricas em Portugal até 2023 e, consequentemente, o fim das cinzas volantes do carvão, para a produção do betão e para a execução das estruturas em betão? Foi assim que António Carias de Sousa, vogal do Conselho Diretivo da Região Sul da Ordem dos Engenheiros, abriu esta sessão de esclarecimento.

As consequências do encerramento das centrais termoelétricas vão fazer-se sentir a vários níveis, já que, em Portugal, não existe alternativa às cinzas volantes e o único ligante disponível será apenas o cimento. O que se assume como um desafio para as empresas de betão pronto, uma vez que o cimento é "um material mais caro, que passa a ser utilizado em maior quantidade e, por isso, aumenta o custo de fabrico do betão em 10 a 15%", esclareceu João Duarte, que identificou aqui os projetistas das estruturas como elementos-chave neste processo. "Para os projetos futuros, é importante dimensionar as novas estruturas sem contar com as cinzas volantes”.

Arlindo Gonçalves, explicou o que muda exatamente na composição e na durabilidade do betão sem cinzas volantes. O Diretor do Departamento de Materiais do LNEC referiu ainda a necessidade da realização de um estudo nacional com uma abordagem holística sobre a descarbonização da produção de energia. 

João Pragosa, presidente da APEB, afirmou que "o betão continuará a ser indispensável à construção e os investigadores estão a fazer o seu trabalho no sentido de encontrarem, mais uma vez, a melhor solução”, depositando também confiança nos "excelentes engenheiros que irão ajudar a fazer uma transição pacífica, calma e segura, permitindo que se concluam os projetos em curso, através de soluções equilibradas”.

Fernando Pinho, coordenador do Conselho Regional do Colégio de Engenharia Civil, encerrou a sessão, frisando um ponto de extrema importância: "ao aumentarmos a quantidade de cimento utilizada, vamos estar a recorrer a mais recursos naturais e esta questão devia ter sido pesada antes de ser tomada a decisão de fechar as centrais termoelétricas”. Mas mostrou-se convicto, afirmando que "como todos os outros desafios, este também será ultrapassado”.

Esta ação conjunta da APEB com a Ordem dos Engenheiros - Região Sul reuniu 160 participantes provenientes das indústrias da construção e do betão pronto, e de entidades públicas, como a ASAE e a IP.


Consulte as apresentações:

O que muda com o fim das Cinzas Volantes - João Duarte, Diretor executivo da APEB

Questões de durabilidade - Arlindo Gonçalves, Diretor de Departamento de Materiais do LNEC



 

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