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A Ordem

Formação Contínua

O que é o Gabinete de Formação Contínua?

O Gabinete de Formação Contínua foi criado pela Ordem dos Engenheiros em 1999 com o objetivo de apoiar e desenvolver ações de formação que contribuam para a manutenção e desenvolvimento dos conhecimentos dos engenheiros durante a sua carreira profissional.

A atividade profissional exige dos engenheiros uma aprendizagem permanente e uma programada atualização de conhecimentos, experiências e competências a fim de poderem acompanhar a mudança tecnológica e garantir a manutenção de uma adequada preparação para o seu exercício. A inovação, o desenvolvimento tecnológico e a crescente mobilidade de emprego ao nível da União Europeia apontam para a necessidade de formar continuamente mais e melhores Engenheiros num horizonte transnacional.A valorização da formação implica o conhecimento da sua qualidade e a avaliação dessa qualidade deve decorrer da aplicação de critérios publicamente divulgados. Neste sentido foi criado pela Ordem dos Engenheiros um Sistema de Acreditação de Ações de Formação Contínua.

As áreas de candidatura podem ser específicas de um Colégio/Especialização, abrangerem vários Colégios da OE ou ainda terem um âmbito transversal comum a várias especialidades. A cada 15 horas de formação é atribuído um crédito e futuramente esta creditação poderá constituir uma base para a atribuição de qualificações e títulos de Especialista.


Aspetos Fundamentais da Acreditação


São a seguir referidos os aspetos fundamentais a apreciar durante o processo de Acreditação. Estes aspetos poderão não ser únicos, sendo completados por outros que se mostrem importantes caso a caso e sofrendo uma evolução que se admite iterativa e progressiva à medida que se for ganhando experiência no processo:
  • Coerência entre o objetivo da Ação e mercado a que se dirige - Os objetivos da Ação no que diz respeito à especialidade (Colégio) e tipo de atividade (projeto, execução, gestão, etc.) têm de corresponder a necessidades reais de mercado.
  • Coerência entre o conteúdo da Ação e as competências a adquirir - As competências a adquirir devem estar de acordo com a lista de temas desenvolvidos pela Ação.
  • Definição das habilitações mínimas para a sua frequência - Para além da licenciatura em Engenharia e a inscrição na OE, podem ser estabelecidas outras exigências, nomeadamente na aquisição prévia de competências pós-graduação em áreas específicas como projeto, execução, planeamento entre muitas outras, qualificação de especialista atribuída pela OE ou experiência profissional noutras áreas como indústria metalomecânica, construção civil, etc. A profundidade em que os temas são tratados deve depender dessas mesmas habilitações mínimas.
  • Definição de requisitos mínimos para a sua frequência - Para além das habilitações mínimas poderá haver requisitos mínimos ligados a experiência profissional ou condições físicas ou conhecimentos específicos que podem ser exigidos.
  • A sua atualização face ao desenvolvimento das Ciências e Técnicas - Para ser Acreditada a Ação tem de estar atualizada e ter em linha de conta o "estado da arte". Por essa razão nunca o mesmo "pacote" de Ações deve ser acreditado por mais de um ano, devendo sempre existir da parte da entidade promotora uma preocupação com o aperfeiçoamento de conteúdo e pedagógico da Ação.
  • A adequação do currículo dos monitores, quando relevante - Todos os monitores devem ser preferencialmente certificados pelo IEFP e ter experiência profissional dos temas a tratar. Os monitores com licenciatura em Engenharia devem estar inscritos na OE, ser preferencialmente membros sénior, e ter tido atividade profissional não académica durante um período de tempo superior a cinco anos.
  • A equilibrada distribuição dos temas no programa em função dos objetivos propostos e mercado a que se destina - A distribuição dos temas deve estar em relação com a complexidade das áreas nas quais a Ação pretende conferir competências; por outro lado a importância dos temas difere, havendo alguns cuja têm maior relevância para a atividade profissional que outros pelo que a programação da Ação deve refletir esta realidade.
  • Adequação dos suportes didáticos - Existe hoje uma grande profusão de meios audiovisuais e de simulação, nomeadamente informática, que permite tornar as Ações de formação muito sugestivas. É no aproveitamento destes meios que os monitores devem trabalhar a fim de tirar o maior proveito para a eficácia pedagógica.
  • A correta avaliação de "horas de trabalho" e tempo de monitorização - Um bom equilíbrio entre os temas a tratar e o tempo que lhes é dedicado permite garantir um adequado aproveitamento pedagógico. Esse equilíbrio é fundamental para que a aquisição de conhecimentos se dê de forma natural e progressiva evitando esforço excessivo da parte dos formandos e mantendo ligeira a apresentação dos monitores.
  • Uma programação exequível - Uma ambição demasiada do programa pode não ser exequível, especialmente se os temas forem muito diversificados ou se o curso for muito prolongado no tempo, especialmente se for em horário pós-laboral.
  • Uma forma de avaliação definida - A Acreditação só será concedida a Ações com avaliação. Assim, é fundamental caracterizar com detalhe o tipo de avaliação estabelecido. É também fundamental, indicar o número e distribuição das provas a realizar durante a Ação.
  • A adequação do local onde a Ação é ministrada - O local deve ser confortável e arejado, com boas condições ambientais, e mobiliário adequado, equipado com meios audiovisuais; a dimensão da sala deve estar de acordo com o número de formandos.

Para mais informações contactar:
Ordem dos Engenheiros
Gabinete de Formação Contínua

Av. António Augusto de Aguiar, n.º 3D
1069-030 LISBOA
Tel. 21.313 26 75
Fax 21.313 26 72
E-mail: susana.teles@ordemdosengenheiros.pt


Tabela de Valores de Acreditação de Ações de Formação Contínua

Em vigor a partir de 1 de janeiro de 2003


Número de Créditos da Ação de Formação

Créditos
Valor
1
160€
2
270€
3
400€
4
480€
5
560€
6
640€
> 6
 105€/crédito 



Lista de Ações de Formação Contínua Acreditadas

Instituição
Ação de Formação
Especialidade/EspecializaçãoN.º de CréditosPeríodo de Acreditação
Centro de Estudos Sociais
da Universidade de Coimbra

Técnicas Tradicionais de Construção e a Conservação de Edifícios Antigos

Engenharia Civil1

Até
21-06-2012


FUNDEC


Projeto de Obras Marítimas
Engenharia Civil2
Até
19-09-2012


FUNDEC

Projeto, Construção e Exploração de Pequenas BarragensEngenharia Civil1

Até

21-12-2012


Nota: A Acreditação de uma Ação de Formação Contínua abrange as Ações realizadas dentro do período de um ano, a contar da data de decisão pelo Conselho Diretivo Nacional, desde que se mantenham inalteradas as suas características essenciais (programas, formadores e auxiliares pedagógicos).

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