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A Ordem

Naval

Enquadramento histórico »»» #30
Colégio nacional de engenharia naval »»»
Domínios de intervenção do engenheiro naval »»»
Áreas técnicas da engenharia naval »»»
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Enquadramento histórico#

Os Engenheiros Navais em Portugal são herdeiros de uma longa tradição na construção naval, a qual permitiu a Expansão Marítima nos séculos XV e XVI. Os nomes e obras de alguns dos homens que estudaram e construíram navios em Portugal nesta época chegaram aos nossos dias: Fernando de Oliveira, João Baptista Lavanha e Manuel Fernandes. Os Descobrimentos e, posteriormente, a manutenção do transporte regular de passageiros e mercadorias e da segurança marítima entre as múltiplas componentes do "espaço português" até ao século XX muito devem assim à Engenharia Naval portuguesa.

A recente "redescoberta" da Economia do Mar (ver Dossier abaixo) como fonte de riqueza e de recursos, em particular com o desenvolvimento das energias renováveis marinhas e com a expansão da plataforma continental, que poderá potencialmente conter recursos em petróleo, gás natural e minérios, irá certamente colocar grandes desafios e oferecer novas oportunidades à Engenharia Naval portuguesa no século XXI.


Colégio de Engenharia Naval da Ordem dos Engenheiros #

A OE foi criada a 29 de Novembro de 1936 com cinco especialidades de engenharia, tendo a Engenharia Naval sido a primeira especialidade a juntar-se às especialidades fundadoras. Tal ocorreu apenas cinco anos depois, a 29 de Janeiro de 1941, tendo sido elegido para seu primeiro presidente o engenheiro Vasco José Taborda Ferreira. O Colégio de Engenharia Naval possui assim 72 anos de existência.

A Engenharia Naval tem sido desde sempre uma especialidade pouco numerosa, mas conheceu desde 1981 uma significativa expansão no número de membros, acompanhando a tendência geral das diversas especialidades. Ao longo da sua longa existência, o Colégio de Engenharia Naval contou com a colaboração de engenheiros tão ilustres como por exemplo Taborda Ferreira, Rogério d’Oliveira ou Caldeira Saraiva.




Domínios de Intervenção do Engenheiro Naval #30
#

Os domínios de intervenção do Engenheiro Naval são bastante abrangentes, sendo o primeiro dos quais o projecto, construção, modificação, reparação, manutenção e desmantelamento de navios, embarcações, outros veículos marítimos e estruturas flutuantes.


No domínio de intervenção do projecto o Engenheiro Naval possui a responsabilidade técnica global, incluindo a segurança e a prevenção da poluição, mas também os aspectos ligados às qualidades náuticas e operacionais do navio, bem como os aspectos ergonómicos e de automação. Nestes âmbitos, o Engenheiro Naval executa cálculos nas diversas áreas técnicas da sua especialidade, actua como integrador de sistemas no navio e como coordenador de equipas multidisciplinares constituídas por engenheiros e outros profissionais que se ocupam dos numerosos aspectos sectoriais.


Na actividade industrial de construção, modificação, reparação e desmantelamento de navios, o Engenheiro Naval actua quer como gestor de produção ou de projecto, quer como especialista no planeamento da produção e na definição das estratégias construtivas e das soluções operativas. Neste âmbito executa ainda os cálculos de docagem e de lançamento, define e dirige a prova de estabilidade, executa os respectivos cálculos e define e dirige os ensaios e provas ao cais e de mar.


Constituem também outros domínios de intervenção do Engenheiro Naval os seguintes:
• Gestão técnica, comercial e da manutenção,
• Gestão e planeamento de operações marítimas e da interface marítimo-portuária,
• Desenvolvimento e aplicação (aprovação, vistoria e inspecção) de regras e regulamentos,
• Consultoria e assessoria técnica, assim como a actividade pericial,
• Comercialização e suporte técnico de sistemas e equipamentos marítimos,
• Docência e investigação.


O Colégio e Engenharia Naval tem vindo a desenvolver esforços para que a actividade profissional do Engenheiro Naval seja regulamentada. Para mais detalhes consulte o Projecto de Regulamentação da Profissão de Engenheiro Naval »»»

Um mar de oportunidades


Áreas Técnicas da Engenharia Naval #31

As áreas técnicas da Engenharia Naval são as diferentes áreas interdependentes que permitem realizar o desenvolvimento do projecto do navio na sua globalidade, sendo as seguintes:

• Arquitectura Naval,
• Estática e Estabilidade,
• Resistência e Propulsão,
• Resistência Estrutural,
• Comportamento no Mar,
• Manobrabilidade,
• Vibração e Ruído.


A Arquitectura Naval compreende o dimensionamento do navio, o desenvolvimento do arranjo geral e de uma primeira aproximação do plano geométrico, considerando simultaneamente os requisitos de projecto e as regras de classificação e regulamentação estatutária (ver abaixo em Legislação da Especialidade) aplicáveis. Os espaços interiores do navio são alocados às diversas funções, considerando os requisitos funcionais, a protecção contra alagamento e incêndios, os caminhos de fuga, a implantação dos meios de salvação, os múltiplos sistemas do navio, o equipamento de navegação e comunicações e os meios de sinalização, os quais devem ser integrados num arranjo geral funcional e coerente.


Na área da Estática e Estabilidade avaliam-se a flutuabilidade e estabilidade intacta e em avaria do navio segundo critérios das regras de classificação e regulamentos estatutários aplicáveis, com vista a assegurar uma margem de segurança contra acções inclinantes que o navio possa encontrar na sua vida: ondas, vento, carga ou outras.


A área da Resistência e Propulsão consiste no dimensionamento do sistema propulsor (máquinas principais, redutora, veios, hélices ou outros meios de propulsão) adequado à obtenção da velocidade de projecto, tendo em conta o plano geométrico, com a maior eficiência energética e minimizando as emissões poluentes.


A área da Resistência Estrutural considera o dimensionamento da estrutura do navio em todos os seus detalhes, incluindo tipo de materiais e escantilhões, tendo em conta o seu arranjo geral, de modo a assegurar a necessária resistência às solicitações devidas a ondas, carga ou outras, considerando-se também os requisitos das regras de classificação aplicáveis.


A área do Comportamento no Mar consiste no estudo dos movimentos do navio sob a acção de ondas, nomeadamente no respeitante às amplitudes dos movimentos, as acelerações, a emersão do hélice, a emersão da proa, o embarque de água no convés, com vista à determinação da operacionalidade do navio em mar ondoso.


A área da Manobrabilidade consiste no estudo da capacidade de manobra e da estabilidade direccional do navio, com especial importância para a capacidade de manobrar em águas confinadas, considerando-se também os requisitos estatutários aplicáveis.

A área de Vibração e Ruído consiste no estudo dos níveis de vibração e ruído nos vários espaços de bordo, bem como o ruído radiado para o ar ou água, determinando-se as medidas necessárias à sua minimização e manutenção dentro dos limites impostos por regras de classificação ou regulamentos estatutários aplicáveis.


A única formação completa, compreendendo todas estas áreas da Engenharia Naval, existente actualmente em Portugal, corresponde ao conjunto da Licenciatura e Mestrado em Engenharia Naval ministrados no Instituto Superior Técnico.


Dossier Economia do Mar
#30

Ao longo dos últimos anos têm vindo a ser apresentados em Portugal e na União Europeia numerosos estudos e documentos de natureza estratégica sobre a Economia do Mar, os quais contém recomendações importantes no que diz respeito a diversos sectores de interesse para o Engenheiro Naval: indústria de construção e reparação naval, indústria de serviços e equipamentos marítimos, transporte marítimo, portos, energias renováveis marinhas, recursos petrolíferos e de gás natural offshore, mineração marinha. Para mais detalhes consulte os documentos abaixo.


• Wijnolst, N. et al. (2003), European Maritime Clusters – Global Trends, theoretical Framework, the cases of Norway and the Netherlands, Policy recommendations, Dutch Maritime Network »»»
• COE (2004), Relatório da Comissão Estratégica dos Oceanos. »»»
• Matias, V. (2005), O Mar: um oceano de oportunidades para Portugal, Cadernos Navais, Nº13, Grupo de Estudo e Reflexão de Estratégia Edições Culturais da Marinha »»»
• EMAM (2006), Estratégia Nacional para o Mar »»»
• MOPTC (2006), Orientações estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário »»»
• Comissão Europeia (2006), Green Paper Towards a future Maritime Policy for the Union: A European vision for the oceans and seas, COM(20006) 275 »»»
• European Commission (2007), An Integrated Maritime Policy for the European Union, COM(2007) 575 final »»»
• SaeR/ACL (2009), O Hypercluster da Economia do Mar. Um domínio de potencial estratégico para o desenvolvimento da economia portuguesa »»»
• EMPEC (2009), O projecto de extensão da plataforma continental portuguesa »»»
• AIN (2010), Visão sectorial da indústria de construção e reparação naval »»»
• Mota, O. N. F., Gonçalves de Brito, V., Balcão Reis, A. (2010), Construção e reparação naval portuguesas: situação e perspectivas »»»
• Gonçalves de Brito, V. (2011), Construção e Reparação Naval: uma indústria que deve ser mantida »»»
• Santos, T.A. (2012), A moderna indústria de construção naval brasileira »»»
• COTEC Portugal (2012), Blue Growth for Portugal: uma visão empresarial da economia do mar »»»
• European Commission (2012), Blue Growth opportunities for marine and maritime sustainable growth »»»

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Legislação da Especialidade #30

O exercício da especialidade de engenharia naval, nos seus diversos domínios de intervenção, deve também respeitar a legislação portuguesa, a qual transcreve tratados internacionais, legislação comunitária ou, simplesmente, contém requisitos próprios da administração portuguesa. Para mais detalhes consulte a legislação abaixo, notando que muitos destes diplomas legais têm sido entretanto emendados numerosas vezes, pelo que não se dispensa a consulta de todas as emendas relevantes.


• Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS 1974), DG n.º 79/83. »»»
• Convenção Internacional das Linhas de Carga (LOADLINE 1966), DL n.º 49209. »»»
• Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL 1973), DG n.º 25/87. »»»
• Convenção Internacional sobre a Arqueação de Navios (TONNAGE 1969), DG n.º 4/87. »»»
• Convenção sobre o Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar (COLREG 1972), DL n.º 55/78. »»»
• Regulamento sobre Construção e Modificação das Embarcações de Pesca Lpp <12 m, DL n.º 199/98. »»»
• Regulamento sobre Construção e Modificação de Embarcações de Pesca Lpp >12m a <24m, DL n.º 111/2008. »»»
• Convenção Internacional de Torremolinos para a Segurança dos Navios de Pesca, de 1977, tal como modificado pelo Protocolo de Torremolinos de 1993 (>24m), DL n.º 248/2000. »»»
• Regras e Normas de Segurança para Navios de Passageiros, DL n.º 93/2012. »»»
• Prescrições técnicas para as embarcações de navegação interior, Directiva 2006/87/CE (não transposta). »»»
• Regulamento da Náutica de Recreio, DL n.º 124/2004. »»»
• Regulamento dos Meios de Salvação a Bordo dos Navios de Comércio, de Pesca e de Recreio, DL n.º 9/2011. »»»
• Normas Aplicáveis a Equipamentos marítimos a fabricar ou a comercializar em território nacional ou a instalar em embarcações nacionais, DL n.º 207/2012. »»»
• Regras Aplicáveis à colocação no mercado e entrada em serviço das embarcações de recreio e componentes, DL n.º 168/2005. »»»
• Regulamento Geral de Capitanias, DL n.º 265/72. »»»

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Eventos e Notícias
#30
  • Apresentações - 14.as Jornadas de Engenharia e Tecnologia Marítima 2016 »»»
  • Localização do Novo Terminal de Contentores no Barreiro »»
  • A Engenharia Naval no Congresso da Ordem dos Engenheiros, novembro-dezembro 2012 »»»
  • "Um país marítimo não pode abdicar de uma indústria naval", julho-agosto 2011 »»»

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Ligações Úteis #30

Estaleiros Navais
• Arsenal do Alfeite »»»
• Estaleiros Navais do Mondego »»»
• Estaleiros Navais de Peniche »»»
• Estaleiros Navais de Viana do Castelo »»»
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• LR - Lloyd’s Register Shipping »»»
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Fornecedores de Equipamentos e Serviços Marítimos
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Ensino, Investigação e Desenvolvimento
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• LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil »»»
• IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera »»»

Energias Renováveis

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Organismos Oficiais
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• Empordef – Empresa Portuguesa de Defesa SGPS »»»
• Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar »»»
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• DGRM - Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos »»»
• DGPM - Direção Geral de Política do Mar »»»
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Portos
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• APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões »»»
• APA – Administração do Porto de Aveiro »»»
• APL – Administração do Porto de Lisboa »»»
• APSS – Administração do Porto de Setúbal e Sesimbra »»»
• APS – Administração do Porto de Sines »»»
• APLOP – Associação dos Portos de Língua Portuguesa »»»

Museus marítimos
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• Museu do Mar Rei D. Carlos »»»
• Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão – Faro »»»
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• Fragata D.Fernando II e Glória »»»
• Navio Gil Eanes »»»

Associações
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• APETRO – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas »»»
• Fórum Empresarial da Economia do Mar »»»
• Associação Oceano XXI »»»
• CEMT - Confederation of European Maritime Technology Societies »»»
• IMAREST - The Institute of Marine Engineering Science and Technology »»»
• RINA - The Royal Institution of Naval Architects »»»
• SNAME - The Society of Naval Architects & Marine Engineers »»»


Imprensa Especializada
• Revista de Marinha »»»
• Revista da Armada »»»
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